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Todas as commodities estão em queda forte, diz consultoria

No trigo, os contratos em Chicago operavam em queda


No trigo, os contratos em Chicago operavam em queda No trigo, os contratos em Chicago operavam em queda - Foto: Canva

Os mercados agrícolas iniciaram a quarta-feira sob pressão, acompanhando o movimento de forte queda das commodities no cenário internacional. As informações são da TF Agroeconômica, no boletim de abertura dos mercados desta quarta-feira, 6 de maio de 2026. O principal fator de influência vem da possibilidade de um acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã, que poderia incluir pausa no programa de enriquecimento nuclear iraniano, suspensão de sanções e liberação de recursos congelados.

A expectativa também envolve uma flexibilização nas restrições ao trânsito pelo Estreito de Ormuz, rota relevante para o comércio global de petróleo. O reflexo foi imediato nos preços da energia, com o WTI recuando 9,4% e o Brent caindo 8,3%, oscilando em torno de US$ 100 por barril. Ainda não há acordo final, mas novos detalhes são esperados nas próximas 48 horas.

No trigo, os contratos em Chicago operavam em queda, pressionados pela realização de lucros por fundos de investimento. O movimento ocorre após o mercado atingir o maior nível de preços em quase dois anos. A possibilidade de uma solução diplomática no Oriente Médio deu aos especuladores espaço para ajustar posições, ampliando o viés baixista. A previsão de chuvas leves no oeste do Kansas também pesa sobre as cotações, embora a condição ruim das lavouras de inverno siga no radar a poucas semanas da colheita.

A soja também recuava em Chicago, influenciada pelo colapso do petróleo e pela baixa do óleo de soja, que liderava as perdas dentro do complexo. O contrato de julho ainda permanecia próximo de US$ 12 por bushel, mas o mercado sentia os efeitos da realização de lucros, do plantio mais rápido que a média nos Estados Unidos e da pressão vinda da energia.

No milho, a queda em Chicago refletia a baixa do petróleo e a venda por grandes fundos. Segundo a análise, o início da sessão foi mais influenciado por fatores geopolíticos do que por fundamentos agrícolas. No clima, a ausência de chuvas nas Grandes Planícies Centrais e no oeste do Cinturão da Soja/Milho pode favorecer o plantio, mas também ampliar o déficit hídrico em áreas produtoras.
 

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